Oscar Niemeyer maia um dos 10 Brasileiros de todos os tempos.
Créditos da Foto: Xinguara Online
Conhecido
no mundo inteiro por suas obras magnificas, pelas curvas e traços
brilhantes, sempre gostou do trabalho, mesmo depois do 100 anos. Sempre
dando exemplo de vida para o mundo!...
Em uma entrevista de gravação do CD de especial dos 100 anos, depois de
horas de entrevista, varias perguntas e resposta, um repórter perguntam.
-Dr. O Senhor está cansado!.. Vamos fazer uma pausa?
-Dr. Oscar!... Espreguiça-se!.. E fala! ...
- Vamos continuar!...
-O que querem saber?
-O Repórter. Diz o que o Senhor. Mais gostou de fazer até hoje, em especial?
-Dr. Oscar!.. Gostei de tudo que fiz na vida!..
-Mas oque mais gostei até hoje foi de mulher!...
E hoje próximo de completar 105 anos, a sua esposa atual tem cerca de 40 anos..
Oscar Niemeyer (1907-) é um arquiteto brasileiro responsável por ter
projetado a cidade de Brasília e outros monumentos pelo país como
prédios, igrejas e museus. Possui uma extensa obra e é um dos maiores
representantes da arquitetura moderna da história. Tem como
característica principal o uso do concreto armado para as suas
construções e por compor uma maior fluidez e movimento nelas.
Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro e era filho de funcionário público. Em
1928, casou com Anita Baldo, filha de imigrantes italianos. Em 1929,
entra para a Escola Nacional de Belas Artes, e forma-se arquiteto e
engenheiro em 1934. Depois foi trabalhar no escritório de Lúcio Costa,
arquiteto famoso na época. Ali, aprendeu os segredos da profissão.
Seu trabalho inaugurado em 1938, a Obra do Terço, edifício localizado no
Rio de Janeiro, já eram notados os traços e estilo de Niemeyer, herdado
do colega de profissão Le Corbusier: o uso dos pilotis, da planta
livre, o terraço jardim e a fachada livre. Em 1943, foi inaugurado o
prédio do Ministério da Educação e Saúde com azulejos do pintor Cândido
Portinari e ainda continha os jardins projetados por Burle Marx,
paisagista francês. Sendo assim, esse prédio é uma síntese da
arquitetura moderna.
Em 1940, Niemeyer teve a oportunidade de conhecer, o então prefeito de
Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek. O arquiteto foi convidado pelo
político para projetar uma área no centro da cidade. Daí, Niemeyer
projetou um conjunto de edificações que é conhecida como Pampulha. A
partir desta obra, pode-se notar o estilo de Niemeyer, pois os prédios
da Pampulha são sinuosos, ou seja, uma espécie de movimento de concreto,
com maior fluidez.
Junto com Corbusier, fez parte da equipe que projetou a Sede das Nações
Unidas, a ONU. Nesta época, já era conhecido como um dos maiores
arquitetos do mundo.
O arquiteto ainda realizou obras como o prédio do Banco Nacional
Imobiliário (BNI), ainda na década de 50, Casa Edmundo Cavanelas, em
Petrópolis, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo
Horizonte.
Seu trabalho maior ainda estava por vir: a projeção arquitetônica para a
construção da capital nacional- Brasília, em 1956, a convite do então
eleito Presidente da República Juscelino Kubitschek.
Em 1958, Niemeyer executou o projeto arquitetônico, e Lúcio Costa, seu
antigo patrão, elaborou a urbanização da cidade. Na construção de
Brasília, destacam-se prédios como o do Palácio do Planalto, este
inaugurado no dia 21 de abril de 1960, a Praça dos Três Poderes, o
Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. São monumentos
grandiosos de Niemeyer.
As ideias do ousado arquiteto não ficaram isentas de críticas. Seguidor
da ideologia socialista criou Brasília para ser uma cidade, cujos
prédios, teriam o objetivo de abrigar funcionários públicos de diversas
camadas sociais, com construções extensas e arrojadas por demais. Na
prática, a urbanização criada por Lúcio Costa não abrigou todas as
pessoas que ali viviam, contradizendo os ideais socialistas. Por isso,
arquitetos de outras correntes acusavam Niemeyer e Costa de abusar do
artificialismo exagerado.
Com o golpe militar de 1964, Niemeyer foi exilado, pois comungava com as
ideias comunistas. Porém, volta do exílio em 1979 e projeta monumentos
importantes, como os prédios dos centros educacionais- CIEPS e o
Sambódromo, ambos no Rio de Janeiro.
Niemeyer ainda trabalha e já conta com mais de 100 anos de idade.
Continua desenhando e projetando monumentos e prédios para todo o país.
Informações biográficas de Oscar Niemeyer:
Idade: 104 anos
Data do Nascimento: 05/12/1907
Oscar Niemeyer e sua mulher vão a ensaio da Beija-Flor no RJ.
13 de fevereiro de 2012 • 08h33 • atualizado às 08h47
Oscar Niemeyer passeou com a mulher, Vera Lúcia Cabreira, pela Marquês de Sapucaí, na noite do último domingo (12)
O arquiteto Oscar Niemeyer, 104 anos, que desenhou a Marquês de Sapucaí,
esteve no sambódromo para conferir o último ensaio técnico da
Beija-Flor de Nilópolis, na noite do último domingo (12), no Rio de
Janeiro.
Acompanhado pela mulher, Vera Lúcia Cabreira, Niemeyer passeou de carro
pela passarela do samba e posou ao lado do rei Momo, da rainha e das
princesas do Carnaval 2012.
É possível contar a história de um povo através da sua arquitetura?
Dizem que o aspecto mais importante da aparência dos edifícios está no
que vislumbramos a respeito das sociedades que os construíram. Seguindo
este raciocínio, podemos afirmar que a arquitetura de Oscar Niemeyer e
outros arquitetos da sua geração é, com certeza, o que de melhor o
Brasil produziu. Uma arquitetura com alma própria, inspirada na
geografia de nosso país, que acabaria por influenciar arquitetos no
mundo inteiro.
Oscar Niemeyer – A vida é um sopro é um filme que, sem pretender ser
inovador ou genial como o personagem que lhe serve de tema, procura se
pautar na clareza de suas linhas e na poética de suas formas, para (ré)
construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira.
Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste
último século.
No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída
como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a
Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de
novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre
sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões
metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo.
Produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16 mm
no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai,
Inglaterra e Portugal, A vida é um sopro é costurado por imagens de
arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os
escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta
Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira
dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor
Chico Buarque.
“Eu me lembro que na Europa, às vezes eles diziam: ‘O passado
arquitetônico de vocês é pobre, é mais português do que brasileiro’. E
eu dizia: ‘isso é muito bom para nós, porque vocês vivem circulando
entre monumentos, e nós estamos livres pra fazer hoje o passado de
amanhã’.”
Primeira Parte– Os primórdios. Oscar Niemeyer faz referência à sua
infância em Laranjeiras, à família e à juventude boêmia; fala de seu
processo criativo; da importância da liberdade e da fantasia em qualquer
esfera da atividade humana; de sua opção de recém-formado e decidido a
fazer uma boa arquitetura, trabalhar sem remuneração no escritório de
Lúcio Costa; do encontro com Le Corbusier, o grande mestre da
Arquitetura Moderna da época; de sua participação, ao lado de um ou de
outro, em obras fundamentais, como o prédio do então Ministério da
Educação e Saúde (hoje Palácio Gustavo Capanema, 1936) no Rio de
Janeiro, o Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova Iorque
(1939) e a Sede da ONU em Nova Iorque (1947); do Grande Hotel de Ouro
Preto (1939) e da visão de sua geração com relação à defesa do
patrimônio histórico; da criação da Pampulha, marco inicial de sua
parceria com o futuro presidente da República Juscelino Kubitschek,
então governador de Minas Gerais; do diálogo de sua arquitetura com a
pintura e a escultura; de sua entrada para o Partido Comunista, em 1945.
“A primeira vez que eu fui à Brasília de avião, a gente foi com os
militares. Eu sentei ao lado do Marechal Lott e, no caminho, ele me
perguntou: ‘Niemeyer, o nosso edifício vai ser clássico, né? ’ Eu até
disse, sorrindo pra ele: ‘o senhor, numa guerra, o que vai querer? Arma
antiga ou moderna? ’”.
Segunda Parte – Brasília. A epopeia da construção da nova capital da
República: à distância, o desconforto, a esperança de um Brasil melhor;
as reações contrárias; as obras monumentais na Praça dos Três Poderes;
as colunas do Alvorada e do Palácio do Planalto; a Catedral e sua nave
como elemento de ligação entre o céu e a terra; a importância da unidade
plástica no conjunto arquitetônico; o projeto urbanístico da cidade,
baseado na Carta de Atenas; o desencanto com a explosão demográfica e o
desvirtuamento do Plano Piloto.
“E, no Brasil, às vezes, as pessoas ficam reclamando: ‘Mas por que a
Praça Três Poderes não tem vegetação? Por que tanto sol? ’ E a gente tem
que explicar isso, que é tão intuitivo… Porque ali é uma praça cívica, é
diferente, tem que valorizar a arquitetura. Mediocridade ativa é uma
merda!”
Terceira Parte – Exílio. Os tempos na Argélia recém-libertada; a
concepção do projeto da Universidade de Constantine (1969); a chegada a
Paris e a construção da Sede do Partido Comunista na capital francesa
(1965); a importância dos vãos e do espaço livre na arquitetura; a
criação do Espaço Niemeyer em Le Havre (1972), envolvendo o rebaixamento
de uma praça de 400 m², a sede da Editora Mondadori em Milão e seus
grandes arcos de espaçamentos variados.
“Esse negócio da razão é inimiga da imaginação, isso é fantástico. A
gente não quer uma arquitetura certinha, que funciona bem. Funcionar bem
toda arquitetura tem que funcionar. (...) Beleza é importante. Você vê
as pirâmides... uma coisa sem o menor sentido, mas são tão bonitas, são
tão monumentais que a gente esquece a razão das pirâmides e se admira
né? Se você ficar preocupado só com a função, fica uma merda.”
Quarta Parte – Metafísica e trabalhos recentes. Os monumentos de
protesto: Tortura Nunca Mais (1986) e Monumento aos Operários (1989);
Sartre; a polêmica em torno da Passarela do Samba (1983) e dos Centros
Integrados de Educação Pública - CIEPs (1984); a escolha do local e a
idealização do Museu de Arte Contemporânea - MAC (1991), em Niterói; a
capacidade de Niemeyer de criar obras que se transformam em emblemas da
cidade para onde foram criadas, incorporando-se de forma definitiva ao
imaginário popular, como as colunas do Alvorada e o prédio do MAC, cujas
formas aparecem reproduzidas em construções modestas, logomarcas de
carros, móveis, pizzarias, pontos de táxi...; teorias geneticistas (“o
homem é feito uma casa; a gente pode pintar, consertar o telhado, as
paredes; mas se o projeto for ruim, fica sempre a deficiência.”); o
Museu Oscar Niemeyer (2002), em Curitiba; o velho pessimista (“eu acho
que tudo vai desaparecer, o tempo cósmico é muito curto.”); o sonho,
sempre renovado, de igualdade social; a pequeneza do homem diante do
universo.
“Você olha pro céu e fica espantado. É um universo fantástico que nos
humilha e a gente não pode usufruir nada. A gente fica espantado é com a
força da inteligência do ser humano, que nasceu feito um animal
qualquer, e hoje pensa, daqui a pouco está andando pelas estrelas,
conversando com os outros seres humanos que estão por essas galáxias aí.
Mas no fim, a resposta de tudo isso é isso: nasceu, morreu: fodeu-se.“
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